Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

EFICACIA DE VACINAS DE RNA MENSAGEIRO CONTRA SARS-COV-2 EM INDIVIDUOS IMUNOSSUPRIMIDOS

Fundamentação/Introdução

À luz da pandemia do SARS-CoV-2, proteger grupos vulneráveis tornou-se uma alta prioridade. Pessoas em grupos de risco, como aquelas submetidas a terapias imunossupressoras, são priorizadas para a vacinação. No entanto, os dados relativos à geração de títulos de anticorpos protetores em pacientes imunossuprimidos ainda são escassos, uma vez que esses indivíduos foram excluídos dos estudos de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) do SARS-CoV-2.

Objetivos

Avaliar a eficácia das vacinas de mRNA contra o SARS-CoV-2 em pacientes imunossuprimidos.

Delineamento e Métodos

Foi realizada uma revisão sistemática de literatura na base de dados PUBMED. Para isso, utilizou-se os seguintes descritores consultados no Medical Subject Heading (MeSH): “COVID-19 Vaccines” AND “Immunosuppression”. Os critérios de inclusão foram: Estudos de coorte ou ensaios clínicos com texto completo disponível em inglês e publicados entre o ano de 2020 a 2021. Selecionou-se 5 artigos dos 120 encontrados com base nos critérios de inclusão.

Resultados

Em quatro dos estudos analisados, apenas uma porcentagem dos indivíduos imunossuprimidos produziu anticorpos, sendo essa de 37.5%, 47.5% e 80% do total de participantes sob imunossupressão, e havendo um deles com esse valor não discriminado. Desses, dois estudos mostraram que a sorologia negativa após a imunização estava associada à idade mais avançada (p=0.04 e p=0.026 respectivamente) e a altas doses de corticosteróides nos últimos 12 meses (p=0.01 e p=0.048 respectivamente). Outro estudo relatou que os anticorpos neutralizantes anti-SARS-CoV-2 puderam ser detectados em todos os participantes imunossuprimidos (n=26). Em todas as pesquisas, os títulos de IgG foram mais baixos nos imunossuprimidos em comparação aos grupos controles. Os efeitos colaterais foram similares em todos os grupos com e sem terapia imunossupressora. Também não foram observados efeitos adversos graves e nenhum paciente apresentou exacerbação da doença nos estudos.

Conclusões/Considerações finais

As vacinas de mRNA da SARS-CoV-2 levam ao desenvolvimento de anticorpos, em titulações menores, na maioria dos pacientes imunossuprimidos sem efeitos colaterais consideráveis ou indução de crises de doença. Dessa forma, potenciais estratégias exploratórias para aumentar a imunogenicidade neste subgrupo podem envolver o ajuste na terapia imunomoduladora, dosagem ou tempo próximo à vacinação, e esquemas de imunização com três doses a fim de garantir uma maior segurança a essa parcela da população.

Palavras-chave

COVID-19; vacina; imunossupressão.

Área

Reumatologia

Instituições

Universidade Federal da Paraíba - Paraíba - Brasil

Autores

FABIANA MAIA GONCALVES, Filipe Melo Arruda Leite, Glaucielle Ramalho Uchoa, Júlia Albuquerque de Luna, Ana Beatriz Torres Figueiredo de Lacerda, Joelma Rodrigues Souza