Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

EVOLUÇÃO DE PACIENTE COM ENDOCARDITE FÚNGICA POR CANDIDA PARAPSILOSIS ASSOCIADA À PRÓTESE CARDÍACA VALVULAR

Fundamentação/Introdução

A endocardite fúngica é uma patologia incomum, geralmente de diagnóstico tardio e com alto risco de mortalidade. Apesar da Candida albicans ser o agente etiológico mais frequente, há um aumento na prevalência de outras espécies, como a Candida parapsilosis. O uso de próteses valvulares, antibioticoterapia de amplo espectro e drogas intravenosas são fatores de risco para essa patologia, cujo diagnóstico precoce e a identificação do agente etiológico são essenciais para um melhor prognóstico.

Objetivos

Relatar evolução clínica de paciente usuário de válvula protética com endocardite fúngica por Candida Parapsilosis.

Delineamento e Métodos

Paciente, 32 anos, cardiopata congênito, submetido à troca de válvulas aórtica e mitral há 2 anos, foi internado com história de febre há 20 dias associada à tosse seca e dispneia aos mínimos esforços, evoluindo com dor em membro inferior direito. Em uso de antibioticoterapia, sem melhora do quadro. Ao exame, apresentava-se em estado regular, febril, com sopros mitral e aórtico. O ecocardiograma transesofágico constatou trombo em prótese mecânica mitral. Na investigação e condução do caso, foram solicitados exames laboratoriais e exames de imagem, como tomografia de tórax e abdome e doppler de membro inferior direito, o qual constatou oclusão arterial; em seguida, o exame de fundo de olho constatou sinais sugestivos de trombo em olho direito.

Resultados

A princípio foi iniciado antibioticoterapia empírica para endocardite associada a anticoagulantes. Após o resultado da hemocultura constar crescimento de Candida spp e com duas amostras consecutivas com Candida parapsilosis, foi instituída a terapia com fluconazol, tendo em vista a impossibilidade de utilizar anfotericina B. Em dois dias de uso de antifúngico a febre cessou. Por fim, o paciente foi encaminhado ao hospital de referência para troca de prótese valvular e continuação do tratamento com antifúngico, evoluindo bem e recebendo alta após finalizar tratamento.

Conclusões/Considerações finais

O paciente possuía importantes fatores de risco para endocardite infecciosa, tendo sido acometido por um agente pouco comum. Apesar do diagnóstico tardio e complicações durante a evolução da doença, o paciente apresentou um desfecho favorável após o tratamento instituído.

Palavras-chave

Candida parapsilosis; Endocardite; Anfotericina B; Trombo.

Área

Infectologia

Instituições

UNIVERSIDADE POTIGUAR - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

ANA CAROLINA ADRIANO BORGES DERIO, JAILSON REGIS NOGUEIRA FILHO, GLAUBER DO VALLE DE MORAIS FEITOSA, WENDDY DE LIMA CAVALCANTI LACERDA, LILLIAN KAROLINE DE OLIVEIRA ROCHA