Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

CO-INFECÇAO DE LEISHMANIOSE VISCERALE HIV/AIDS NOS ESTADOS DO NORDESTE DO BRASIL DE 2009 A 2018

Fundamentação/Introdução

O Brasil possui o maior número de casos de coinfecção de HIV e leishmaniose visceral (LV) da América Latina e o Nordeste (NE) é o maior contribuinte para esse quadro no país. Essa condição piora o prognóstico de pacientes com HIV e contribui para maior risco de insucesso do tratamento, recaídas e maior taxa de mortalidade dos pacientes com LV.

Objetivos

Este trabalho tem por objetivo comparar a taxa de letalidade e evolução entre pacientes com coinfecção HIV/LV nos estados do NE de 2009 a 2018

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo. Os dados analisados, colhidos no banco de dados do DATASUS, foram plotados no Microsoft Excel e divididos em dois períodos para a análise: 2009-2013 e 2014-2018. As categorias de análise incluíram evolução e letalidade. Por se tratar de dados secundários a apreciação por Comitê de Ética e Pesquisa em seres humanos foi dispensada

Resultados

De 2009 a 2018 foram totalizados 20.258 casos de LV no NE, destes, 1.661 (8,91%) apresentaram coinfecção com HIV, com 10,27% de óbitos registrados e uma letalidade de 8,91%. Entre os quadros de co-nfecção, o número de casos com evolução para cura foi expressivo (70,30%) e foram registados abandono do tratamento em 1,73% dos casos. Houve aumento dos casos de coinfecção LV e HIV/AIDS em 2014-2018 em relação a 2009-2013. No primeiro quinquênio estudado, o Ceará obteve maior número de casos e, no segundo, o Maranhão. E apesar de o número de óbitos também ter aumentado, do 1° para o 2° quinquênio, o Ceará permaneceu com maior número de óbitos entre os estados do NE. Por outro lado, a letalidade apresentou decréscimo na comparação entre os períodos, sendo Sergipe o estado de maior letalidade. A maior taxa de evolução para cura ocorreu no Piauí e no Ceará, respectivamente, para 2009-2013 e 2014-2018, enquanto que a menor taxa de evolução para cura foi registrada na Paraíba e em Alagoas, respectivamente, para 2009-2013 e 2014-2018. O abandono do tratamento aumentou do primeiro para o segundo quinquênio.

Conclusões/Considerações finais

Diante dos dados fica claro que apesar dos esforços de contenção, os casos e óbitos entre pacientes com coinfecção LV e HIV/AIDS permanecem em ascensão. Entretanto, a letalidade e o abandono de tratamento vêm diminuindo e o número de curados aumentando, demonstrando a importância da manutenção dos investimentos em saúde, de modo a permitir maior assistência e acessibilidade à população.

Palavras-chave

HIV; Leishmaniose Visceral; Epidemiologia; Nordeste.

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

UFPB - Paraíba - Brasil

Autores

ANA LIGIA DA COSTA PEREIRA, ANDRESSA GABRIELLA DUARTE DE QUEIROZ , CRISTINE HIRSCH MONTEIRO