Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

ESQUEMA TERAPEUTICO NA COINFECÇAO TUBERCULOSE/HIV

Fundamentação/Introdução

Apesar da Terapia Antirretroviral (TARV) vir aumentando a expectativa de vida da população que vive com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), ainda existem doenças que são um risco para esses indivíduos, entre elas a tuberculose (TB). Pacientes HIV positivo tem 28 vezes mais chances de contrair TB do que a população HIV negativo, representando grande impacto na qualidade de vida e morbimortalidade desse grupo. Sendo esta uma grave questão de saúde pública, apesar dos avanços de tratamentos e exames disponíveis, evidencia-se a necessidade do conhecimento da adequada condução desses pacientes.

Objetivos

O presente relato objetiva apresentar o manejo do paciente coinfectado HIV-TB no hospital de referência em infectologia do RN e estabelecer comparações com o tratamento preconizado pela Sociedade Brasileira de Pneumonologia e Tisiologia.

Delineamento e Métodos

J.S.S., masculino, 36 anos, é admitido no centro médico de referência em infectologia no RN, com queixa de tosse produtiva, febre, dispneia e dor epigástrica ao alimentar-se, com piora progressiva nas últimas 3 semanas, além de referir prurido em membros inferiores e aparecimento de pápulas eritematodescamativas. Na internação hospitalar, diante do diagnóstico de HIV-TB, sífilis e escabiose, instituíram-se as terapêuticas: RHZE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) por 2 meses, esquema TARV (Tenofovir + Lamivudina + Raltegravir), além de Penicilina G Benzatina e Ivermectina para as lesões cutâneas. Paciente evoluiu com melhora da tosse e da dispneia, persistindo com dor epigástrica pós-prandial. Ao exame físico: bom estado geral, hipocorado (+/4+) e abdome indolor à palpação. Na alta hospitalar, paciente manteve exame físico, sem lesões cutâneas e abdome indolor. Indicou-se manutenção do tratamento com RH (Rifampicina e Isoniazida) por 4 meses, TARV, além do uso de Azitromicina e sulfametoxazol-trimetoprima para fins profiláticos da TB.

Resultados

O referido caso obteve um resultado satisfatório a partir da instituição de uma terapêutica que se encontra dentro das normas preconizadas para o manejo da tuberculose em pacientes com SIDA, seguindo os parâmetros da SBPT.

Conclusões/Considerações finais

Ao analisar o referido caso, percebe-se que o tratamento para TB preconizado pela SBPT para a população em geral é o mesmo usado para pacientes com SIDA, tendo este se mostrado eficaz nos 6 meses de tratamento, com RHZE nos primeiros dois meses, na fase intensiva, seguido de 4 meses de RH, na fase de manutenção, podendo ser estendido mediante necessidade.

Palavras-chave

Tuberculose, coinfecção Tuberculose/HIV, tratamento, RHZE, TARV.

Área

Infectologia

Instituições

Universidade Potiguar - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

VITORIA MARIA MAIA DANTAS, Ana Clara Rocha Marques, André Marques Paulino de Araújo, Mariany Costa, Natália Queiroz de Barros, Tásia de Albuquerque Falcão Feitosa