Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PACIENTE COM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA SECUNDÁRIA À ESTEATO HEPATITE NÃO ALCÓOLICA

Fundamentação/Introdução

A síndrome metabólica está entre as patologias de maior prevalência no mundo atual. Dentre as consequências dessa comorbidade, destaca-se o acometimento hepático por depósito de gordura e em seguida a substituição difusa da estrutura do fígado por nódulos circundados por conteúdo fibrótico. Para avaliar o grau de comprometimento hepático e o prognóstico dos pacientes cirróticos se utiliza o escore Child-Pugh, baseado em 5 variáveis (tempo de protrombina, bilirrubina total, albumina, presença de ascíte e encefalopatia hepática).

Objetivos

Relatar caso de uma paciente com Cirrose Hepática secundária a Esteato Hepatite Não Alcoólica com complicações: Encefalopatia Hepática (EH), Peritonite Bacteriana Espontânea(PBE) e Distúrbio de Coagulação.

Delineamento e Métodos

Relato de Caso: Paciente M.C.M, 75 anos, feminino, casada, obesa, diabética há 15 anos e hepatopata crônica, realizando seguimento semanal para controle de ascíte através de paracentese de alívio. Todavia, a paciente necessitou dar entrada a Unidade de Pronto Atendimento com quadro de dispneia intensa, EH, PBE e rebaixamento do nível de consciência. A partir de então, foi encaminhada para terapia intensiva (UTI) por apresentar instabilidade hemodinâmica, Insuficiência Renal Aguda e gengivorragia espontânea por distúrbio de coagulação. Após 7 dias, houve agravamento dos parâmetros hemodinâmicos, choque circulatório e óbito.

Resultados

A paciente encontrava-se em um quadro de extrema gravidade por hepatopatia Child- Pugh C. Essa classificação, foi estabelecida mediante a pontuação dos parâmetros presentes nessa paciente: encefalopatia hepática – 3 pontos, ascíte -3 pontos, bilirrubina – 1. A fim de se estabelecer a provável etiologia para a cirrose, foram descartada por meio da anmnese e exames complementares causas como Hepatites Virais, Medicamentosa, Alcóolica, Autoimunes, entre outros. Laboratorialmente, encontrávamos: anemia, leucopenia, plaquetopenia, distúrbio da coagulação (INR alargado), distúrbio eletrolítico grave, enzimas hepáticas elevadas, hiperbillirrubinemia. Desse modo, conclui-se como principal hipótese diagnóstica para o caso uma Insuficiência Hepática secundária à Síndrome Metabólica, tendo sido refratária aos tratamentos instituídos na UTI.

Conclusões/Considerações finais

Diante do quadro apresentado, pode-se comprovar o alto risco de mortalidade de pacientes com síndrome metabólica que evoluam para Cirrose e consequente Insuficiência Hepática Aguda, mesmo após terapias de suporte adequadas.

Palavras-chave

Síndrome Metabólica
Insuficiência Hepática Aguda
Terapia Intensiva

Área

Medicina Intensiva

Instituições

UFRN - Rio Grande do Norte - Brasil, Univerdidade Potiguar - UNP - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

GLAUBER DO VALLE DE MORAIS FEITOSA, Lillian Karoline de Oliveira Rocha, Ana Carolina Adriano Borges Dério, Jailson Regis Nogueira Filho, Wenddy de Lima Cavalcanti Lacerda, Francisco Joserlânio de Oliveira Junior