Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇAO DA CARDIOTOXICIDADE DO TRATAMENTO QUIMIOTERAPICO EM PACIENTES ONCOLOGICOS: REVISAO BIBLIOGRAFICA

Fundamentação/Introdução

A quimioterapia apresenta-se em contínuo desenvolvimento nas últimas décadas, permitindo o aumento da sobrevida dos pacientes oncológicos. Entretanto, os efeitos adversos, principalmente a nível cardíaco, passaram a constituir uma importante causa de morbimortalidade, sendo a cardiomiopatia o evento mais associado ao padrão de cardiotoxicidade dessas terapias. Com isso, os quimioterápicos podem ser classificados em dois grupos: tipo I e tipo II. O tipo I engloba fármacos que provocam lesões irreversíveis dependentes da dose utilizada. O tipo II abrange agentes que não são dependentes da dose e que é, normalmente, reversível após a descontinuação do tratamento.

Objetivos

Realizar síntese de dados sobre os mecanismos de lesão cardíaca que podem acometer pacientes em tratamento quimioterápico.

Delineamento e Métodos

Trata-se de uma revisão sistemática de cunho descritivo e quantitativo realizada entre os meses de abril e julho de 2020. A base de dados bibliográficos é advinda do PebMed, Scielo, Medscape e ScienceDirect, considerando amostragem das pesquisas, data de publicação e o Qualis Periódicos.

Resultados

As Antraciclinas, representantes do tipo I, são quimioterápicos bastante utilizados na terapia oncológica, porém são caracterizadas por promover dano permanente ao miocárdio que culmina na redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, especialmente com doses acima de 400 mg/m2 de superfície corpórea. Já o Trastuzumabe, representante do tipo II, corresponde a um anticorpo monoclonal que interfere no receptor HER2/ErbB2. A cardiotoxicidade ocorre devido a interferência na dimerização normal entre ErbB2 e ErbB4, impedindo a ativação da via fundamental para a sobrevivência e adaptação dos cardiomiócitos a situações de estresse celular. A forma aguda ou subaguda da cardiotoxicidade manifesta-se através de alterações no intervalo QT, arritmias supraventriculares e ventriculares e miocardite. Já a cardiotoxicidade crônica pode apresentar-se através da disfunção ventricular sistólica ou diastólica que pode culminar com insuficiência cardíaca congestiva.

Conclusões/Considerações finais

Portanto, as complicações cardiovasculares constituem um elemento de pior prognóstico no curso da terapia oncológica. Desta forma, percebe-se que há necessidade de desenvolvimento de protocolos de tratamento, programas de educação e de novas opções terapêuticas que visem o aumento da sobrevida dos pacientes sem causar danos cardiovasculares.

Palavras-chave

Cardiotoxicidade; Quimioterapia; Oncologia; Efeitos Adversos.

Área

Oncologia

Instituições

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - UNIPÊ - Paraíba - Brasil

Autores

MARINA GOMES VANDERLEI, MATEUS RIBEIRO FERNANDES TEIXEIRA, ANA BEATRIZ GOMES VANDERLEI, ANA LUIZA JÁCOME FRANCA CAMPOS, FELIPPE GABRIEL FIGUEIREDO DA ROCHA