Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

ASSOCIAÇAO POSITIVA ENTRE CIRCUNFERENCIAS DO PESCOÇO E ABDOMINAL EM PACIENTES OBESOS SUBMETIDOS A CIRURGIA BARIATRICA

Fundamentação/Introdução

O excesso de gordura corporal tem sido associado à maior predisposição para doenças metabólicas e crônicas, especialmente cardiovasculares (CV). A circunferência abdominal (CA) se associa ao acúmulo de gordura visceral e tem sido utilizada como marcador de risco cardiovascular. Apesar do foco na gordura visceral, a gordura subcutânea na porção superior do corpo parece ter papel na gênese das patologias metabólicas, podendo ser uma medida importante para avaliação do risco CV. As vantagens seriam: baixo custo, praticidade e menor interferência por procedimentos abdominais.

Objetivos

Avaliar a relação entre as CP e CA em pacientes obesos submetidos a cirurgia bariátrica, de acordo com o tipo de cirurgia realizada (Sleeve vs. bypass gástrico em Y de Roux - BGYR).

Delineamento e Métodos

Foram extraídos dados de uma coorte retrospectiva de pacientes que se submeteram a cirurgia bariátrica entre 2003 a 2018. Os pacientes foram divididos de acordo com o tipo de cirurgia: Sleeve vs. BGYR, e foi analisada a associação entre as médias da CP e da CA nos dois grupos. Os valores considerados normais, de acordo com American Heart Association (AHA): CA ≤102 cm (homens) e ≤ 88 (mulheres) e com Internacional Diabetes Federation (IDF): CP ≤37 cm (homens) e ≤ 33 (mulheres). A CA foi aferida entre a borda superior da crista ilíaca e porção medial da 12ª costela e a CP foi feita no ponto médio da coluna cervical até o meio anterior do pescoço, após a retirada de vestimentas que pudessem interferir nas medidas. Foram excluídos pacientes com presença de massa, deformidades cervicais e uso de corticoide. As variáveis foram analisadas através do software SPSS, versão 21.0., com cálculo das taxas de prevalência e do teste qui-quadrado para associações.

Resultados

O estudo envolveu 95 pacientes, idade média 42,8 anos ± 7,3, sendo 92,6% do sexo feminino. Cerca de ⅔ dos pacientes pós-bariátricos possuíam CA e CP acima dos valores recomendados pela AHA. Não foram observadas diferenças significativas entre as médias de CA (96,1 cm ± 11,4 vs. 93,1 cm ±13,4) e CP (34,7 cm ±2,24 vs. 33,8 cm ±3,3) nos grupos Sleeve e BGYR (93,1 cm ±13,4. Entretanto, foi observada uma correspondência positiva, estatisticamente significativa, entre as médias das CP e CA (p<0,001).

Conclusões/Considerações finais

Este estudo reforça os dados atuais da literatura sobre a correlação positiva entre a CP e a CA, classicamente considerada como marcador de risco cardiovascular, assim como a validade da CP como método seguro de avaliação da gordura corporal e preditor de risco cardiovascular.

Palavras-chave

Risco cardiovascular. Cirurgia bariátrica. Gordura subcutânea.

Área

Endocrinologia

Instituições

Universidade Federal da Paraíba - Paraíba - Brasil

Autores

GABRIELLY DE OLIVEIRA VIANA, SILVANE KATARINE MEDEIROS DE LIMA, CAROLINA CABRAL CARVALHO, KAUÊ TAVARES MENEZES, NARRIANE CHAVES PEREIRA HOLANDA