Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLOGICO DOS PACIENTES INTERNADOS COM COLELITIASE E COLECISTITE NO BRASIL NO PERIODO DE 2009 A 2019.

Fundamentação/Introdução

A colelitíase é a presença de cálculos dentro da vesícula biliar, sendo muito prevalente na população, principalmente nos prontos socorros em pacientes queixando-se de dor abdominal. Já a colecistite é uma inflamação química da vesícula biliar resultante da obstrução do ducto cístico por um cálculo, sendo a primeira causa de abdome agudo em pacientes acima de 50 anos. A colecistite pode ser decorrente de uma colelitíase. Além disso, podem ocorrer complicações mais sérias como coledocolitíase e gerar ainda uma infecção (colangite). O exame ideal para diagnóstico é a partir de uma ultrassonografia abdominal.

Objetivos

caracterizar o perfil epidemiológico de pacientes internados devido a colelitíase e colecistite no Brasil.

Delineamento e Métodos

Realizou-se uma pesquisa epidemiológica no período de 2009 a 2019 em que foi analisado o perfil do paciente internado sendo considerado a faixa etária de 20 a 79 anos, o sexo, raça/cor. Tal pesquisa ocorreu com os dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS-SIH/SUS). As análises foram feitas com o elemento colelitíase e colecistite na Lista Morb CID-10.

Resultados

A partir dos dados fornecidos pelo DATASUS, foi possível a análise epidemiológica relacionada ao número de internações de pacientes com colelitiase e colecistite. Relacionado ao gênero, foi possível visualizar que o sexo mais acometido é o feminino com 2.088.871 internações, em contrapartida o sexo masculino com 614.159 internações.Ao ser analisada a faixa etária, a mais afetada foi entre 40 a 49 anos com 540.788 internações. Ademais, referente a raça/cor dos pacientes presentes na pesquisa, foi averigado que a raça branca é mais acometida com 985.504 internações, em contrapartida a raça parda com 857.882 internações, a preta com 78.413 internações, amarela com 35.326 internações e indígenas com 4.237 internações.

Conclusões/Considerações finais

Diante do caso descrito, observa-se a importância de diagnosticar precocemente os casos, a fim de que minimize a incidência e suas possíveis complicações. Além disso, é essencial uma anamnese detalhada averigando com cautela as necessidades de cada paciente, sempre respeitando suas limitações e fornecendo um bom atendimento, para tentar reverter o número de internações relacionadas a colelitíase e colecistite.

Palavras-chave

colelitíase; colecistite; cálculo

Área

Gastroenterologia

Instituições

Faculdade de Medicina Nova Esperança - Paraíba - Brasil

Autores

IANNY COSTA MOURA DE PAIVA, CAMILLA ROLIM PAGELS, Emilly Bruna Soares RODRIGUES, NATHALIA MARIA MENEZES FIALHO, RENAN BARACUHY CRUZ VIANA, JOSÉ CALIXTO DA SILVA NETO