Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇAO DA RELAÇAO ENTRE O DIAGNOSTICO TARDIO DA SINDROME DA IMUNODEFICIENCIA ADQUIRIDA E A INCIDENCIA DO SARCOMA DE KAPOSI

Fundamentação/Introdução

O Sarcoma de Kaposi (SK) é uma neoplasia provocada pelo vírus herpes tipo 8, que apresenta vasto espectro de manifestações clínicas, sendo uma das principais afecções oportunistas da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), de modo que a forma clássica é restrita às extremidades do corpo. Em pacientes com AIDS, é sistêmico e multifocal, ocorrendo em qualquer idade, com prevalência em casais homoafetivos. No Brasil, do ano de 2000 a junho de 2019, registrou-se cerca de 756.586 casos, sendo o SK a neoplasia mais frequente nesse grupo, cuja prevalência é intensificada pelo diagnóstico tardio.

Objetivos

Discutir e correlacionar através de dados epidemiológicos o diagnóstico tardio de casos de AIDS e o aumento da incidência do SK no Brasil.

Delineamento e Métodos

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, de abordagem qualitativa, em que foram analisados 9 artigos, mas escolhidos 4, por serem mais atualizados e específicos, seguindo os descritores: Sarcoma de Kaposi, HIV, AIDS, Diagnóstico; nas plataformas da SciELO.ORG (Biblioteca Eletrônica Científica Online) e da Revista Eletrônica Acervo Saúde.

Resultados

O número das infecções pelo vírus voltou a crescer recentemente no Brasil. Em 2010, houveram 44 mil infecções por HIV e em 2018 houve um acréscimo de 21%, representando em torno de 53 mil novos casos, dos quais 12.876 (mais de 30%) foram diagnosticados tardiamente, seguindo o critério de primeiro grupamento de diferenciação (CD4) realizado <200 céls/mL e sem terapia antirretroviral (TARV). Assim, a incidência dos pacientes com SK também aumentou, afetando 2,5% do total de pacientes notificados com AIDS no período de 2010 a 2014. Em estudos regionais, a prevalência chega a números mais significativos, como 9,6% no Rio de Janeiro e 18,1% em São Paulo em 2010. Em relação a taxa de mortalidade por SK, para homens e mulheres foi de 0,046 óbitos e 0,025 óbitos/100.000 habitantes, respectivamente, no ano de 2015, representando um aumento anual de 6,1% e 2,8% para o sexo masculino e feminino, nessa ordem.

Conclusões/Considerações finais

Devido ao aumento da infecção por HIV e os inúmeros diagnósticos tardios, o SK, desde o início do tratamento com TARV, passou a ter maior incidência e visibilidade no meio científico, apesar de antes ser uma neoplasia rara. A doença é diversificada e mais agressiva nos pacientes com AIDS, podendo aumentar a morbimortalidade das pessoas acometidas por esse tumor.

Palavras-chave

Sarcoma de Kaposi; Síndrome da Imunodeficiência Adquirida; Diagnóstico.

Área

Infectologia

Instituições

Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba - Paraíba - Brasil

Autores

JOSE LUCAS SARMENTO DE FIGUEIREDO, Melina Figueiredo Machado Braz, Larissa Maria Melo Moura