Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

EFEITOS DO CIGARRO ELETRONICO NO SISTEMA RESPIRATORIO

Fundamentação/Introdução

Na contemporaneidade, o cigarro eletrônico (CE) vem sendo popularizado entre os jovens e, principalmente, entre os dependentes do cigarro convencional (CC), promovido pelo marketing excessivo como uma medida menos prejudicial diante das restrições ao uso do CC. Através de um sistema que produz aerossol a partir do aquecimento de uma solução líquida, o CE libera vapor que contém nicotina e outros componentes tóxicos, sem a necessidade da combustão ou queima do tabaco. Dessa forma, julga-se como uma alternativa mais segura para a população que busca a interrupção do tabagismo. Em contrapartida, estudos científicos questionam os possíveis riscos respiratórios da exposição a longo prazo ao vapor do CE, correlacionando-o a efeitos como a inflamação crônica, remodelação dos tecidos pulmonares e prejuízo às funções respiratórias, sobretudo, em pacientes que já possuem uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Objetivos

Expor os principais efeitos do cigarro eletrônico no sistema respiratório e informar a população dos possíveis riscos nocivos à saúde.

Delineamento e Métodos

Foi realizada uma revisão sistemática da base de dados Google Acadêmico e PubMed por artigos científicos publicados em língua inglesa, entre os anos de 2015 e 2020, das melhores evidências científicas com os seguintes descritores: “e-cigarettes”; "pulmonary"; "effects"; “system”; com base na realização de um estudo exploratório e descritivo.

Resultados

Diante disso, foi comprovado que a exposição aos constituintes do CE encontrados no vapor, como a nicotina, principal componente ativo; aldeídos, como formaldeído e a acroleína; metais pesados (níquel, chumbo, cádmio, arsênio); propilenoglicol (PG) e glicerina vegetal (VG) são os principais indutores de danos mucociliares e de inflamações das vias aéreas. Estes componentes podem estar presentes no CE de forma variável, conforme a experiência do usuário, exercendo concentrações até superiores a de um CC, dentre os efeitos que foram analisados, ocorre uma resposta epitelial alterada, provocando broncoconstrição, hipersecreção de muco, tosse, bronquite e irritabilidade das vias aéreas. Além disso, a corrente gerada pela vaporização induz a formação de radicais livres que provocam dano oxidativo, inflamação, apoptose, evoluindo a um quadro de DPOC.

Conclusões/Considerações finais

Portanto, evidencia-se que apesar da não combustão o CE pode provocar efeitos nocivos ao sistema respiratório, assim como o CC a depender das concentrações utilizadas durante seu consumo.

Palavras-chave

Cigarro eletrônico; nicotina; sistema respiratório; e-líquido.

Área

Pneumologia

Instituições

Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) - Pernambuco - Brasil

Autores

ANA CAROLINA DE MELLO SANTOS, DÉBORAH NAYANNE BEZERRA MUNIZ, ISABELLE DE OLIVEIRA RODRIGUES, KARYNE ARAÚJO DOS SANTOS, GIOVANA LIMA DE ALMEIDA, RENATO BARROS MORAIS