Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

O IMPACTO DA PANDEMIA DE COVID-19 NO DIAGNOSTICO DE NEOPLASIAS MALIGNAS NO BRASIL

Fundamentação/Introdução

Em 2020, seriam diagnosticados cerca de 625 mil pacientes com câncer no Brasil, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Contudo, a pandemia de COVID-19 alterou o atendimento médico e o contato dos indivíduos com os serviços de saúde. Assim, o isolamento social aliado à incerteza sobre os efeitos do SARS-CoV-2 impactaram no número de pessoas que buscaram serviços de saúde, com destaque aos exames de rotina, rastreamentos e cirurgias eletivas, sobretudo entre a população idosa, considerada como grupo de risco para desenvolver quadros graves da doença. Deste modo, o rastreamento de neoplasias malignas pode ser prejudicado, causando atraso no diagnóstico e possível aumento da mortalidade.

Objetivos

Analisar se houve impacto do isolamento social secundário à pandemia, no número de diagnósticos de neoplasias malignas no Brasil.

Delineamento e Métodos

Estudo descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa em bases de dados secundárias. Foram utilizados dados de incidência de neoplasias malignas disponíveis no DATASUS, na plataforma Painel-Oncologia, no intervalo de 1 de janeiro de 2017 até 15 de outubro de 2020. As variáveis analisadas foram número de diagnósticos de neoplasias malignas, sexo e faixa etária. Para comparar a incidência em 2020 com os anos anteriores, considerou-se a proporção referente aos períodos de janeiro a setembro.

Resultados

No Brasil, entre os anos de 2017 a 2019, observa-se um crescimento absoluto progressivo no diagnóstico de casos, passando de 122.937 para 266.096 no período. Em 2020, é notória a queda no número de novos diagnósticos para 174.802, representando uma redução de 34,3% em relação ao ano de 2019. Com referência às faixas etárias, observa-se que as maiores reduções nos diagnósticos em 2020 ocorreram entre as idades de “75 a 79 anos”, e “80 anos ou mais”, com queda de 19,3% e 14,6 %, respectivamente, quando comparadas à média para mesma faixa etária entre os anos de 2017 e 2019. O sexo feminino possui número absoluto de diagnósticos maior do que o masculino em todo o intervalo analisado.

Conclusões/Considerações finais

Ratifica-se que há significativa redução nos diagnósticos de neoplasia maligna no ano de 2020, em comparação com o mesmo período em anos anteriores. Essa diminuição foi mais relevante nas faixas etárias consideradas como grupo de risco para a COVID-19 e no sexo masculino, o que pode acarretar em diagnósticos mais tardios de câncer e pior prognóstico.

Palavras-chave

Infecções por Coronavirus; Neoplasias; Diagnóstico.

Área

Oncologia

Instituições

Universidade Federal da Paraíba - Paraíba - Brasil

Autores

BIANCA MARIA BARROS SOUZA, Gabriel Fernando Vasconcelos Teles, Sarah Dias de França Borba, Ananda Revoredo Campos, Klaus Helmer Künsch, Amira Rose Costa Medeiros