Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLOGICO DO CARCINOMA IN SITU DE CAVIDADE ORAL, ESOFAGO E ESTOMAGO NO BRASIL ENTRE 2016 E 2020

Fundamentação/Introdução

No Brasil, segundo dados estimados para 2020 pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), dentre as neoplasias primárias localizadas no sistema digestório, os cânceres de estômago, cavidade oral e esôfago ocupam, respectivamente a 4ª, 5ª e 6ª posição, na incidência total de neoplasias que mais acometem os homens brasileiros. O câncer de estômago também possui alta incidência no sexo feminino, ocupando o 6º lugar. Dentre os cânceres mais prevalentes nessas regiões, se destaca o carcinoma in situ, uma neoplasia maligna do epitélio de revestimento que ainda não atingiu o estroma adjacente, cujo diagnóstico precoce é determinante no prognóstico do paciente. Dada a alta prevalência na população brasileira, se faz necessário um perfil epidemiológico atualizado para acompanhar a incidência da doença e preparar o sistema de saúde para os futuros casos.

Objetivos

Analisar a incidência de carcinoma in situ da cavidade oral, do esôfago e do estômago no Brasil, entre os anos de 2016 e 2020.

Delineamento e Métodos

Estudo descritivo e retrospectivo com abordagem quantitativa utilizando base de dados secundárias, em território nacional, no período entre 1 de janeiro de 2016 e 15 de outubro de 2020. Os dados foram coletados em Painel-Oncologia, através do DATASUS/Tabnet. As variáveis selecionadas foram ano de diagnóstico e sexo, mediante diagnóstico detalhado de carcinoma in situ da cavidade oral, do esôfago e do estômago.

Resultados

No Brasil, durante o período analisado, o número de novos casos de carcinoma in situ da cavidade oral, do esôfago e do estômago obteve aumento percentual de 32.500% (de 3 para 978) entre 2016 e 2019. Até outubro de 2020, a incidência já atinge 66,7% do número de casos de 2019. No comparativo entre os sexos, dos 1757 novos casos registrados entre 2016 e 2019, 58,3% eram mulheres. Em 2020, também manteve-se o predomínio do sexo feminino, com prevalência de 52,0% dos novos casos.

Conclusões/Considerações finais

Há relevante aumento na incidência do carcinoma in situ de cavidade oral, esôfago e estômago na população brasileira nos últimos 5 anos. Além disso, a proporção entre os sexos não correspondeu à projeção prevista pelo INCA, o que pode associar-se a maior procura das mulheres por atendimento médico. Esse crescimento significativo da detecção do câncer nos últimos anos pode estar relacionado a um aumento da real incidência da doença ou do número e acurácia dos testes diagnósticos.

Palavras-chave

Neoplasias do Sistema Digestório; Diagnóstico; Epidemiologia

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

UFPB - Paraíba - Brasil

Autores

KLAUS HELMER KUNSCH, BIANCA MARIA BARROS SOUZA, ALUÍSIO JOSÉ DE OLIVEIRA MONTEIRO NETO, LOUYSE JERÔNIMO MORAIS, ANANDA REVORÊDO CAMPOS, AMIRA ROSE COSTA MEDEIROS