Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

COMPLICAÇOES PELO TRATAMENTO IRREGULAR DA SIDA/ HIV: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A partir da TARV, pessoas vivendo com o HIV tiveram melhora na qualidade de vida, aumento na sobrevida e diminuição das internações por doenças oportunistas decorrentes da imunodeficiência. Entretanto, há inúmeros fatores que levam à má adesão à TARV, comprometendo a eficácia do tratamento. Entre eles estão o uso de substâncias psicoativas, reações adversas aos fármacos, condições socioeconômicas precárias e polifarmácia. Com isso, pode ocorrer falha virológica ou suscitar resistência viral, que se desdobram em complicações como a síndrome diarreica aguda de repetição e a reativação do vírus herpes simples latente, manifestada por paralisia facial periférica (PFP).

Objetivos

O presente relato objetiva abordar a necessidade de instituir uma adequada e regular TARV em mulher que apresentou complicações da SIDA correlacionadas à má adesão terapêutica.

Delineamento e Métodos

F.M.A.S., feminino, 36 anos, com diagnóstico prévio de SIDA há 2 anos, é admitida em hospital de referência em infectologia no RN, com queixa de diarreia há 1 semana, com mais de 7 episódios por dia de fezes líquidas e com muco, anorexia, astenia e teve sensação de febre com sudorese e calafrio no dia anterior à admissão. Houve várias alterações da TARV devido à intolerância aos esquemas propostos. Relatou inúmeras internações prévias ao longo de um ano, com quadros semelhantes ao atual. Em uso irregular do esquema TDF/3TC, DRV e RTV. Ex- tabagista, usou crack e maconha nos últimos 10 anos e vive em moradia sem saneamento básico. Ao exame físico: estado geral regular, com presença de paralisia facial periférica, que surgiu há 1 mês e meio. Exames complementares realizados: TCD4+ 291 e carga viral: 62227. Paciente ficou internada por 15 dias e evoluiu bem com o esquema terapêutico instituído: Ciprofloxacino por 14 dias, Metronidazol por 4 dias para o manejo da diarreia e Aciclovir por 12 dias para a PFP. Teve seguimento ambulatorial, com manutenção da TARV, encaminhamento para oftalmologia, fisioterapia motora e uso de colírio lubrificante no olho ipsilateral à PFP, que ainda estava presente na alta.

Resultados

O referido caso mostrou-se com um bom resultado, devido a melhora do quadro agudo, pela instituição terapêutica adequada para herpes e diarreia, bem como a adoção de esquema alternativo de TARV, que está de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.

Conclusões/Considerações finais

Deve-se atentar para escolha da TARV, com medicamentos seguros e com menos efeitos adversos, para correta adesão, adequado controle imunológico e melhora clínica da paciente.

Palavras-chave

SIDA, TARV, má adesão, síndrome diarreica

Área

Infectologia

Instituições

Universidade Potiguar - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

NATALIA QUEIROZ DE BARROS, TASIA DE ALBUQUERQUE FALCÃO FEITOSA, ANDRÉ MARQUES PAULINO DE ARAÚJO, ANA CLARA MARQUES, MARIANY COSTA, VITORIA MARIA MAIA DANTAS