Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PERFIL EPIDEMIOLOGICO DE VITIMAS DE INTOXICAÇAO EXOGENA E SUAS CIRCUNSTANCIAS NO BRASIL DURANTE O PERIODO DE 2007 A 2017: UM ESTUDO ECOLOGICO DE SERIE TEMPORAL

Fundamentação/Introdução

As intoxicações exógenas são processos patológicos caracterizados por um desequilíbrio orgânico, com manifestações que variam de acordo com a classe dos agentes tóxicos ingeridos. Muitas substâncias nos campos médico, comercial, industrial e agropecuário são potencialmente tóxicas para o organismo humano e, frequentemente, constituem-se como agentes causais nas tentativas de autoextermínio ou envenenamentos acidentais e ocupacionais, sendo considerado importante problema de saúde pública. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o envenenamento afeta 1,5% a 3% da população global a cada ano. No Brasil, ocorrem cerca de 4,8 milhões de casos por ano e cerca de 0,1% a 0,4% dos envenenamentos resultam em morte. O problema das intoxicações exógenas tem recebido cada vez mais atenção por parte das autoridades de saúde pública em decorrência de seu progressivo aumento.

Objetivos

Avaliar o perfil epidemiológico de vítimas de intoxicação exógena no Brasil e as circunstâncias dos casos em um intervalo de 10 anos.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, realizado em todo o Brasil com dados obtidos do período de 2007 a 2017, sendo os 10 anos mais atuais, a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS. As variáveis de preenchimento do SINAN foram agentes tóxicos, circunstâncias, sexo, faixa-etária e notificações.

Resultados

Dentre os casos notificados por intoxicação no Brasil entre 2007-2017, o sexo feminino representa 54,2% do total. Em ambos os sexos, a principal causa de intoxicação foi por medicamento (52% no sexo feminino e 26% no sexo masculino). Nos homens, as drogas de abuso aparecem em segundo lugar (18,8%), enquanto que nas mulheres foi por ingesta de alimento/bebida (7,3%). Quanto a faixa etária, a maioria dos casos ocorreu entre 20-39 anos (37,2%), seguido dos 40-59 anos (16,4%), e dos 15-19 anos (11,4%). Considerando as circunstâncias da intoxicação no sexo masculino, 23,3% dos casos foram acidentais, 22% por tentativa de suicídio e 18,5% devido a abuso. Já no sexo feminino, 45,7% dos casos de intoxicação foram devido à tentativa de suicídio, seguido por uso acidental (16,7%) e abuso (7,2%).

Conclusões/Considerações finais

Evidenciou-se que o sexo feminino foi o mais acometido, sendo os medicamentos a causa mais comum da intoxicação, motivada pelo autoextermínio nas mulheres e pela ingestão acidental nos homens.

Palavras-chave

Agentes tóxicos; Envenenamento; Epidemiologia.

Área

Urgência e Emergência

Instituições

Centro Universitário de Tecnologia e Ciências (UniFTC) - Bahia - Brasil

Autores

LAIS FREITAS VIANA, LUCAS DE OLIVEIRA SILVA TÍNEL, AMIRA REBOUÇAS SARRAF, MARINA DE ANDRADE BATISTA