Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

O PAPEL DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE (UBS) NA SAÚDE MENTAL: ORIENTAÇÕES E LIMITAÇÕES À EQUIPE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA

Fundamentação/Introdução

Desafios são enfrentados pelos profissionais da equipe de saúde atuantes em Unidades Básicas de Saúde (UBS), a respeito do papel e das intervenções necessárias a pacientes com quadros psiquiátricos que frequentam a Atenção Primária à Saúde (APS). No Brasil, cresce o número de casos e agravantes relacionados à Saúde Mental, o que corrobora com o papel de preparar o ambiente da APS para atender esta demanda comunitária.

Objetivos

Promover um material de orientações destinado à equipe da APS acerca do manejo de pacientes psiquiátricos no cenário da UBS.

Delineamento e Métodos

Confecção de material informativo com dados coletados em pesquisa qualitativa no intervalo entre 2007 e 2018, utilizando a base de pesquisa Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e dados extraídos da Organização Mundial da Saúde. Os artigos foram lidos e analisados, em conjunto com guias, protocolos, Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (NESCON) e tratados médicos.

Resultados

É essencial a delimitação dos papéis de cada membro da equipe de saúde atuante na UBS sob a ótica da Saúde Mental. O gestor é responsável pela supervisão e coordenação do cuidado, acesso, comunicação e infraestrutura. O psicólogo estabelece o diálogo com o paciente e familiares ofertando o suporte terapêutico mútuo. O enfermeiro incentiva o autocuidado e está atento aos sinais de enfermidade. Os agentes comunitários realizam o acompanhamento longitudinal e a integração do cuidado em ambiente familiar. O assistente social reintegra o paciente na comunidade, organiza grupos de apoio e assegura o acesso às informações. O médico estabelece um bom vínculo com o paciente, escuta ativamente e constrói planejamento terapêutico que pode incluir a farmacoterapia pertinente, iniciando um tratamento e proporcionando diagnóstico precoce até que se faça necessária a intervenção de um especialista. Estigmas sociais, automedicação, ausência do apoio familiar e social, má adesão terapêutica e dissociação entre o adoecimento "físico" e "mental" são limitações para uma boa atuação da equipe.

Conclusões/Considerações finais

Com os achados das definições e a importância do papel e da intervenção de cada profissional que forma a equipe de saúde de uma APS, foi possível construir material com informações adequadas para a orientação da equipe, facilitando o trabalho interdisciplinar e assegurando o acolhimento e o manejo ao paciente portador de transtorno mental no contexto de uma Unidade Básica de Saúde.

Área

Psiquiatria

Instituições

Universidade Potiguar (UnP) - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

ANA BEATRIZ MOTTA DE AZEVEDO ROCHA, ANA LUÍZA PINTO LUCENA BEZERRA, JULIANA MARIA GURGEL GUIMARÃES OLIVEIRA, DAVIDSON ROMMEL BARBOSA ARAÚJO, RAFAEL SILVEIRA SANTIAGO, PAULA ADRIANA BORBA RODRIGUES