Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

HIPOPARATIREOIDISMO PERMANENTE APOS TIREOIDECTOMIA TOTAL: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

Introdução: O Hipoparatireoidismo (HPT) é decorrente de secreção deficiente do paratormônio (PTH) ou resistência à ação do PTH, alterações estas que resultarão na quebra da homeostase do cálcio e do fósforo. Apresenta incidência relativamente rara e a causa mais comum é a tireoidectomia. O HPT pode ser definitivo, quando a hipocalcemia pós-cirúrgica permanece por mais de 6 meses, até 1 ano; e transitório, quando tem duração de até 6 meses. A hipocalcemia é mais frequente após tireoidectomia total (TT) tendo mais chances de remoção acidental da paratireoide e de lesão do seu pedículo vascular, quando comparada à lobectomia. Entre os pacientes que realizam tireoidectomia, hipocalcemia transitória e a permanente podem ser encontradas em 27% (19%–38%) e 1% (0%–3%) dos pacientes, respectivamente.

Objetivos

Objetivo: Relatar hipoparatireoidismo permanente secundária a TT.

Delineamento e Métodos

Relato de caso: Paciente D.R.S.V. sexo feminino, 45 anos, casada, enfermeira e hipertensa. Procurou, há quatro anos, atendimento com endocrinologista queixando-se de dores frequentes em região cervical anterior sem melhoras com uso de medicações. Foi realizada uma USG da tireoide com Doppler evidenciando um nódulo sólido hipoecoico, heterogêneo com vascularização periférica e central em lobo direito de 3,0 x 12,5 x 1,5 cm (Ti-rads4A); realizou, também, a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) que mostrou padrão folicular com atipias (Betsheda III).

Resultados

Paciente realizou TT e evoluiu no pós-operatório imediato com dormências e câimbras nas extremidades, que persistiram no pós-operatório tardio. Exames laboratoriais evidenciaram cálcio ionizante (CAi) 3,15mg/dL; cálcio sérico (Ca) 7,3mg/dL; fósforo (P) 6,4mg/dL; Magnésio (Mg) 1,65mg/dL, PTH 3,0 pg/mL; caracterizando um HPT, até então, transitório. As medicações indicadas foram o Puran 150mg, suplemento vitamínico de cálcio 3x ao dia, Vitamina D3 2000u, Calcitriol 0,5mg 1x ao dia. Após 18 meses da cirurgia a paciente evoluiu com piora da parestesia e câimbras, CAi3,57 mg/dL; Ca 8,7 mg/dL; P 5,4 mg/dL, PTH 3,4 pg/mL; caracterizando o HPT permanente, já que houve hipocalcemia; 6 meses após a TT. Atualmente, segue assintomática e em acompanhamento ambulatorial para seguimento do HPT.

Conclusões/Considerações finais

Conclusão: Desse modo, sabendo que 75% dos casos de HPT são pós-tireoidectomia, deve-se entender que a indicação cirúrgica menos invasiva quando possível, assim como o conhecimento anatômico e a experiência do cirurgião são essenciais para minimizar os riscos do desenvolvimento.

Palavras-chave

Palavras-chave: Hipoparatireoidismo; paratormônio; tireoidectomia

Área

Endocrinologia

Instituições

Faculdade de Medicina Nova Esperança - Paraíba - Brasil

Autores

AMANDA LAYSLA RODRIGUES RAMALHO, Nara Nóbrega Crispim CARVALHO , Ana Luiza Souza MATOS, Caio Augusto Carneiro COSTA, Rodrigo Otávio Lianza DIAS, Beatriz Lira Bronzeado CAVALCANTI