Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

A CORRELAÇAO ENTRE O COVID-19, A HIPERTENSAO ARTERIAL E A ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA: REVISAO SISTEMATICA

Fundamentação/Introdução

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças crônicas mais comuns em humanos, que se apresenta como um dos principais fatores de risco ao COVID-19. Nesse contexto, o impacto, tanto na mortalidade como na morbidade, nos pacientes que possuem mais de um sexto de década e com doenças cardiovasculares e diabetes, quando acometidos pelo COVID-19 é exponencialmente maior do que quando se compara com os demais grupos acometidos pelo SaRS-CoV-2. Sabe-se que o vírus utiliza a enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2) para entrar nas células e essa enzima encontra-se aumentada naqueles pacientes com doenças cardiovasculares tratados com inibidores da ECA (IECA) ou bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA).

Objetivos

Investigar a correlação entre o tratamento da HAS e gravidade do COVID-19, com o consequente envolvimento da enzima conversora de angiotensina.

Delineamento e Métodos

Apresenta-se uma revisão sistemática descritiva realizada entre os meses de março e julho de 2020. Os dados bibliográficos foram advindos das bases de dados eletrônicas advinda do PubMed, Scielo e ScienceDirect, considerando amostragem das pesquisas, data de publicação e o Qualis Periódicos.

Resultados

Cerca de 54% dos pacientes com lesão cardíaca apresentam hipertensão ou diabetes, e cerca de 30-40% dos pacientes com hipertensão são tratados com alguma terapia anti-hipertensiva; inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona são utilizados sozinhos ou combinados em 25 a 30% desses pacientes tratados. Por isso, as primeiras hipóteses levantadas revelaram associação entre o SaRS-CoV-2 e o tratamento com IECA e BRA.

Conclusões/Considerações finais

Nos pacientes jovens com altos níveis de ECA2, a incidência da doença se apresenta maior, enquanto nos idosos, a incidência é menor, mas a gravidade se torna maior. Por isso, os idosos que manifestam menor expressão da enzima possuem maior predisposição para um estado inflamatório e consequentemente maior gravidade da doença. Nas populações que usam IECA/BRA quando há infecção pelo SaRS-CoV-2, a maior expressão da ECA acaba facilitando a infecção, aumentando gravidade e mortalidade. Mas, a sua retirada do plano terapêutico ainda é controversa, demonstrando o quão impreterível se torna a necessidade de maiores pesquisas acerca do mecanismo fisiopatológico da doença para o estabelecimento específico da terapêutica adotada em pacientes com HAS e COVID-19.

Palavras-chave

COVID-19; hipertensão; tratamento; cardiologia.

Área

Cardiologia

Instituições

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA - UNIPÊ - Paraíba - Brasil

Autores

GUSTAVO ATHALIBA BOMFIM FRAGA, ANA PAULA ARAÚJO RIBEIRO DA COSTA, MARINA GOMES VANDERLEI, MATEUS RIBEIRO FERNANDES TEIXEIRA