Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

ESTEATOSE HEPÁTICA: COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO PELOS MÉTODOS DE IMAGEM?

Fundamentação/Introdução

Esteatose hepática (EH) é caracterizada pelo acúmulo de gotículas lipídicas ricas em triacilglicerol dentro dos hepatócitos, na ausência de inflamação/lesão hepática. Sua patogênese é diversa, incluindo captação de ácidos graxos, lipogênese, oxidação mitocondrial de ácidos graxos e secreção de lipoproteínas. Diversos métodos de imagem são utilizados para avaliar pacientes com EH, incluindo ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, com suas vantagens e desvantagens. A EH é, em sua maioria, considerada benigna e reversível, o manejo inclui modificações no estilo de vida, como atividade física e intervenções dietéticas.

Objetivos

Descrever os achados da ultrassonografia, da tomografia computadorizada e da ressonância magnética no diagnóstico da esteatose hepática.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo descritivo e observacional, que por meio de uma revisão sistemática, elucida uma abordagem qualitativa entre os exames radiológicos, utilizando-se de imagens obtidas no PACS (Picture Archiving and Communication System - Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens) de um hospital terciário.

Resultados

A Ultrassonografia para avaliação de esteatose hepática evidência um aumento difuso da ecogenicidade hepática, também chamado de "fígado brilhante", devido ao aumento da reflexão da US a partir do parênquima hepático, causado pelo acúmulo intracelular de vacúolos de gordura. Por ser barato, é o método de imagem mais usado para detectar EH em pacientes assintomáticos. Já na Tomografia Computadorizada, a esteatose hepática é analisada através do grau de atenuação do parênquima hepático em unidades de Hounsfield (HUs). O grau de atenuação da gordura é em média -100 HU, muito menor que tecidos moles, e a EH diminui a atenuação do parênquima hepático. Apesar da acurácia desse método para diagnóstico diversifique principalmente no caso leve, a TC ainda é satisfatória para EH moderada a grave. A Ressonância Magnética pode medir mais diretamente a quantidade de gordura hepática, por meio da fração de gordura pela densidade de prótons, avaliando a diferença entre os prótons na gordura e na água. Esse efeito de deslocamento químico é muito bem visualizado nos espectros da MRS.

Conclusões/Considerações finais

Diante disso, podemos concluir que tanto a TC quanto a USG, possuem boa acurácia para graus moderados a grave, mas no leve há limitação. Já RM possue maior fidedignidade ​​para quantificar a gordura hepática.

Palavras-chave

Esteatose Hepática; Diagnóstico por imagem

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

Centro Universitário Tiradentes (UNIT - AL) - Alagoas - Brasil

Autores

LUIZA MARIA RABELO DE SANTANA, Isis Carvalho Miranda, Júlia Cabral Barreto, Mariana Alves da Cunha, Lucas Novais Bomfim, Livia Pereira Nunes Bomfim