Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

ABORDAGEM DIAGNOSTICA DE LINFADENOPATIA TUBERCULOSA EM PACIENTE COM HIV: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A linfadenopatia tuberculosa é a forma mais comum de tuberculose extrapulmonar. Esta apresentação, na maioria dos casos, está correlacionada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Nessas situações, os locais mais acometidos são na região inguinal, axilar, mesentérica, mediastínica, intramamária e cervical, na qual, este último é chamado de escrófula (“tumefação ganglionar”). Assim, paciente com HIV podem apresentar sintomas sistêmicos simultâneos, como febre, sudorese e perda de peso.

Objetivos

Relatar caso de paciente portador de linfadenopatia tuberculosa.

Delineamento e Métodos

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Resultados

Apresentação do caso: Homem, 28 anos, deu entrada no serviço de emergência com história de tumoração cervical há 3 semanas, com dor importante nos últimos 5 dias. Queixava-se ainda de tosse seca, perda de peso (10kg em 1 mês), febre vespertina diária há 6 meses, dor abdominal em quadrante superior direito e edema em MMII intermitente, geralmente após deambular. Ao exame físico, chamava atenção linfonodomegalias cervicais e supraclaviculares palpáveis, bilaterais, dolorosas à palpação. Foram solicitados exames sorológicos iniciais, sendo o anti-HIV e a baciloscopia positivos, além de tomografia da cervical e do tórax. Na tomografia da cervical, observou-se múltiplas linfonodomegalias nas regiões cervicais bilateralmente, com necrose/liquefação central em sua maioria. Já na tomografia do tórax, constatou-se múltiplos pequenos nódulos randômicos associados a espessamento septal interlobular no lobo direito e no lobo médio, derrame pleural à direita, linfonodomegalias nas cadeias paratraqueais, subcarinais e no hilo pulmonar direito. Linfadenopatia tuberculosa foi a hipótese diagnóstica levantada. Realizada biópsia de linfonodo cervical. A conduta adotada, primeiramente, fora a prescrição de Clindamicina junto com Vancomicina, Meropenem e Micafungina. No 12º dia de internamento, o paciente foi avaliado por um infectologista, o qual prescreveu o uso de RIPE, ácido fólico e piridoxina 100mg 48/48hrs. Paciente evoluiu com importante melhora clínica.

Conclusões/Considerações finais

Apesar da linfadenopatia tuberculosa ser a forma mais comum da forma extrapulmonar, é necessário a realização de uma boa anamnese junto com exames complementares uma vez que o diagnóstico se torna mais complicado por causa das diversas características clínicas e técnicas laboratoriais com pouca sensibilidade e especificidade. Dessa forma, utilizam-se como auxiliar na confirmação do caso a resposta ao tratamento antituberculoso.

Palavras-chave

HIV; Linfadenopatia; Tuberculose.

Área

Infectologia

Instituições

Hospital Agamenon Magalhães - Pernambuco - Brasil

Autores

LETICIA DE ARAUJO CARVALHO, Caroline de Araújo Carvalho, Lhaise Hellen Rocha Gama, Vitor Fernandes Carvalho, Larissa Lopes de França Oliveira