Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

COMPLICAÇOES OBSTETRICAS RELACIONADAS A SINDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLIPIDE E A RELEVANCIA DO TRATAMENTO EFICAZ: UMA REVISAO DE LITERATURA

Fundamentação/Introdução

A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune sistêmica, caracterizada por trombose arterial ou venosa recorrente, trombocitopenia e complicações obstétricas como: morte fetal, parto prematuro, pré-eclâmpsia, aborto recorrente de primeiro trimestre e acomete em torno de 1 a 5% da população.A desregulação da homeostase pelos anticorpos antifosfolípides (ACA) induz a trombofilia e interfere na proteína placentária anticoagulante (PAP), inibindo a síntese de hormônio gonadotrófico coriônico (HCG), responsável pelo desenvolvimento embrionário. O diagnóstico requer a presença de um critério clínico e laboratorial, associado a presença de anticoagulante lúpico ou anticorpo anticardiolipina IgG ou IgM maior que 10UI. O surgimento dos trombos recorrentes sem nenhuma doença subjacente é classificada como SAF primária, enquanto que doenças como lúpus eritematoso sistêmico (LES) ou uso de drogas como clorpromazina estão associadas à SAF secundária. O tratamento adequado de doses baixas de aspirina (ADB) mostrou-se eficaz contra a doença e seus efeitos colaterais.

Objetivos

Revisar as implicações da SAF em mulheres e suas consequências obstétricas para a discussão de planos terapêuticos a fim de amenizar os distúrbios materno-fetais.

Delineamento e Métodos

Análise sistemática de publicações sobre SAF, ACA, complicações gestacionais e proposta terapêutica nas bases NCBI LILACS, Medline, SciELO, Cochrane e Pubmed.

Resultados

Estudos demonstram que o risco gestacional em mulheres com SAF varia entre 50 à 97%. Contudo, mulheres com SAF têm resultados gestacionais favoráveis após terapia adequada. Tratamentos com ADB, com ou sem heparina em dose profilática, fornecem bons resultados em pacientes com abortos recorrentes. O uso da heparina em dose terapêutica associado à ADB é reservado para pacientes com SAF e trombose prévia. Ademais, o cumarínico usado entre a 14º e 36º semana de gestação é uma alternativa à heparina por custo, melhor aderência e vínculo inexistente com malformações fetais.

Conclusões/Considerações finais

A SAF é uma grande responsável pela morbidade gestacional e por outras complicações obstétricas decorrentes de eventos trombóticos, que combinada à complexidade da própria gestação, é considerada um grave fator de morte materno-fetal. Portanto, evidencia-se a relevância terapêutica efetiva em mulheres com SAF ou mesmo com ACA positivo, ainda que não diagnosticadas com SAF, visando um tratamento eficaz e a redução de complicações futuras.

Palavras-chave

Síndrome anticorpo antifosfolípide; Complicações obstétricas; Anticorpos antifosfolípides; Plano terapêutico.

Área

Reumatologia

Instituições

Uninassau - Pernambuco - Brasil

Autores

CLAUDIO ANDRE GOMES MOURA DE MELO, Ana Elisa Abreu de Araújo Santos, Marília Arcanjo Pereira, José Mario Bandeira Guimarães Filho