Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

TAXA DE MORTALIDADE POR AFOGAMENTO NO BRASIL DURANTE O PERIODO DE 2014 A 2018 E SUA NATUREZA: UM ESTUDO ECOLOGICO DE SERIE TEMPORAL

Fundamentação/Introdução

Afogamento é definido como resultado de asfixia por imersão ou submersão em qualquer meio líquido, provocado pela entrada de água em vias aéreas, dificultando parcialmente ou por completo a ventilação ou a troca de oxigênio com o ar atmosférico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), 16 pessoas morrem afogadas diariamente no Brasil, sendo que 90% das mortes ocorrem por ignorar os riscos, não respeitar os limites pessoais e desconhecer como agir. Nesse sentido, é evidente que a falta de barreiras para controlar a exposição, fracas competências de natação e o desconhecimento dos perigos aquáticos constituem riscos de afogamento.
A taxa de mortalidade é a fonte mais antiga e comum de dados sobre a situação de saúde da população, a qual é usada para quantificar os problemas de saúde e determinar prioridades e metas.

Objetivos

Avaliar as taxas de mortalidade por afogamento no Brasil e a natureza desses óbitos em um intervalo de 5 anos.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, realizado no Brasil com dados obtidos do período de 2014 a 2018, sendo os 5 anos mais atuais, a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS.
As variáveis de preenchimento do SIM foram: óbito por ocorrência, categorias CID10, faixa etária, sexo e população residente.

Resultados

Diante da análise, foi constatado que entre 2014 a 2018, houveram 29.201 óbitos por afogamento, sendo que 87,12% correspondeu ao sexo masculino. Pela perspectiva da análise da faixa etária, foi observado que a maior ocorrência de óbitos afeta os adultos entre 20 e 59 anos de idade, equivalendo a 58,8% dos casos. Além disso, os óbitos por afogamento em águas naturais representam a principal categoria, compatível a 48,8% dos casos. O número da população residente para este período foi de 208.494.900, indicando uma taxa de mortalidade de 14,005%.

Conclusões/Considerações finais

Fica evidenciado que a taxa de mortalidade por afogamento é de 14,005%, e a natureza mais comum é de águas naturais. Sendo assim, faz-se necessário maiores investimentos em medidas de segurança e campanhas educativas.

Palavras-chave

Mortalidade;Afogamento;Brasil;Epidemiologia

Área

Urgência e Emergência

Instituições

UniFTC - Bahia - Brasil

Autores

LAIS FREITAS VIANA, ROBERTA CARRILHO PACHECO, VALÉRIA ALMEIDA BARRETO, DAIANE LIMA DOS SANTOS , RENATA RIBEIRO FREITAS