Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

VALVA AORTICA QUADRICUSPIDE: APENAS UM ACHADO ANATOMICO? QUANDO INTERVIR?

Fundamentação/Introdução

A valva aórtica quadricúspide (VAQ) é uma cardiopatia congênita rara com uma incidência que varia de 0,008% a 0,043%. Devido a sua raridade, a apresentação, progressão e desfechos não são bem conhecidos. Normalmente a VAQ se apresenta como anomalia única, porém a associação com outras cardiopatias congênitas pode acontecer em torno de 18 a 32% dos casos. Por ser uma patologia rara, ainda não há um consenso na literatura quanto ao melhor método diagnóstico e o achado, por vezes, é incidental. O ecocardiograma tem sido a modalidade diagnóstica de escolha, sendo a via transesofágica a que possui melhor acurácia. O achado mais comum é a regurgitação, presente em 74,7% dos casos. Esta malformação costuma ser assintomática até a quinta/sexta década de vida, havendo indicação de intervenção cirúrgica apenas em casos específicos, relacionados ao grau de insuficiência e/ou estenose e ao grau de espessamento e calcificação. O procedimento de escolha mais comum é a troca valvar e esta costuma ocorrer por volta dos 54 anos de idade.

Objetivos

Relatar o caso de homem de 45 anos de idade, com achado incidental de valva aórtica quadricúspide.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um relato de caso. Os dados foram obtidos através de entrevista clínica, revisão de prontuários, registro fotográfico dos métodos diagnósticos e revisão de literatura.

Resultados

Paciente do sexo masculino, 45 anos, chegou ao serviço apresentando dispneia aos moderados esforços, negando dor torácica e sem alterações nos marcadores de infarto do miocárdio. De início, foi solicitado um eletrocardiograma, no qual foi detectado a presença de sobrecarga do ventrículo esquerdo. Posteriormente, realizou-se um ecocardiograma transesofágico que revelou valva aórtica quadrivalvular, com válvulas espessadas e focos de calcificação, sem alterações na mobilidade e abertura. Além disso, foi constatado refluxo moderado.

Conclusões/Considerações finais

A análise do caso relatado e as publicações levantadas trouxeram à luz a discussão da necessidade da investigação das possibilidades de manejo do paciente com valva aórtica quadricúspide. Sabendo-se que a maioria dos pacientes com esta alteração anatômica permanece assintomática e que ainda não há guidelines consistentes sobre VAQ, o follow-up destes pacientes em busca de sintomas precoces de disfunção valvar deve ser considerado, visando intervir cirurgicamente apenas quando indicado.

Palavras-chave

Dispneia; Eletrocardiografia; Ecocardiografia; Insuficiência de valva aórtica

Área

Cardiologia

Instituições

FPS - Pernambuco - Brasil, IMIP - Pernambuco - Brasil

Autores

VIVIAN SANTIAGO FERREIRA, MARIA GIVANNA TORRES LIRA, WANDERLAINE DO NASCIMENTO DAMASCENO, RAFAELLA SIQUEIRA DE LEMOS, MARIANA ANDRADE DE FIGUERÊDO MARTINS SIQUEIRA, EVANDRO CABRAL DE BRITO