Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

UTILIZAÇAO DO ESCORE DE CALCIO COMO RASTREADOR DE DOENÇA CORONARIANA EM PORTADORES DE DIABETES MELLITUS: UMA REVISAO SISTEMATICA

Fundamentação/Introdução

O escore de cálcio coronariano (CACS) é alcançado por meio de uma tomografia de tórax, sem contraste, com baixa carga de radiação, baixo custo e resultados significativos. O CACS é um preditor acurado da carga aterosclerótica coronária global quando comparado à existência de lesões coronárias obstrutivas. Tal carga elucida o risco de doença arterial coronariana (DAC).

Objetivos

Detalhar as associações entre o escore de cálcio e a doença coronariana em pacientes normais e diabéticos.

Delineamento e Métodos

Foi realizado uma revisão de literatura indexada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scielo e Lilacs pelo uso dos descritores específicos de “diabetes mellitus” AND “coronary angiography” AND “calcium score” AND “myocardial infarction”. Coletaram-se 20 artigos, publicados entre 2007 e 2019, em inglês, excluindo-se 1, divergente do tema.

Resultados

O diabetes mellitus (DM) é uma condição com repercussões cardiovasculares. Dentre elas, a presença de altos níveis séricos da proteína osteoprotegerina (OPG), sendo um componente relevante nos processos de calcificação de placas ateroscleróticas. Ademais, no DM, observam-se valores acentuados do CACS, que, juntamente à OPG, predispõem maior risco de DAC.
Verificou-se a incidência de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) em indivíduos com escore = 0, além de aterosclerose e DAC. Os pacientes com DM de longa data com CACS < 100 ou sem doença de artéria coronária obstrutiva apresentaram riscos semelhantes de MACE aos pacientes recém-diabéticos e CACS ≥ 100 ou com DAC obstrutiva.
Indivíduos diabéticos possuem mortalidade próxima a 2% em doenças relacionadas ao alto escore de cálcio, enquanto aqueles sem a doença apresentam valores de 1%. O CACS elevado é associado a eventos cardíacos adversos em pós-operatórios de pacientes com DM. Quando no grupo de risco cardiovascular intermediário, eles apresentam maior frequência de problemas cardíacos, logo, a doença é um fator intimamente relacionado ao prejuízo cardiovascular.

Conclusões/Considerações finais

Fica clara a importância de rever os protocolos de atendimento às pessoas com riscos de desenvolver DAC, especialmente os pacientes diabéticos. O CACS surge como alternativa para a identificação deste acometimento. Quando associado à tomografia computadorizada com contraste da coronária, permite melhor identificação de possíveis eventos adversos.

Palavras-chave

Tomografia; Doença das Coronárias; Diabetes Mellitus.

Área

Cardiologia

Instituições

UFPB - Paraíba - Brasil, UNIPÊ - Paraíba - Brasil

Autores

LEONARDO TORREAO BEZERRA CAVALCANTI, KAMILLA AZEVEDO BRINGEL, GLAUDIR DONATO PINTO JUNIOR, EDUARDO D'AVILA LINS LACERDA , RICARDO ANDRÉ MEDEIROS NEGREIROS, VIVIANE ROSADO NEGREIROS D'ASSUNÇÃO