Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

INSULINOTERAPIA E EDUCAÇAO EM SAUDE: EFEITOS NA DIABETES

Fundamentação/Introdução

A insulinoterapia é a mais eficiente modalidade de tratamento para portadores de Diabetes Mellitus (DM), sendo essencial no tratamento do tipo 1 da doença, mas nem sempre necessária no tipo 2. Embora seja um eficiente método terapêutico, ainda é subutilizada, visto que em grande parte dos casos a escassez de conhecimento sobre a terapia insulínica influencia negativamente na adesão ao tratamento. Portanto, faz-se sensata a indagação sobre a necessidade de um programa educacional no plano terapêutico dos pacientes insulinodependente.

Objetivos

Compreender e elucidar a repercussão de programas de educação terapêutica no tratamento da DM, utilizando a literatura disponível como suporte.

Delineamento e Métodos

Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com seleção de artigos originais, nos idiomas inglês, português ou espanhol, publicados de 2000 a 2019 e com os descritores: “insulina e educação em saúde”, “educação e diabetes mellitus” e suas respectivas traduções. Após uma leitura analítica dos trabalhos pesquisados, foram selecionados aqueles que atenderam à tese norteadora.

Resultados

O plano educacional pode contar com uma equipe multidisciplinar, assim como estudantes dos cursos da área da saúde. É indicado que o programa aborde os seguintes temas: hábitos de vida; adaptação psicossocial; ação fisiológica básica da insulina; complicações relacionadas; automonitorização da glicemia capilar, correção de nível glicêmico. A ênfase aos dois últimos é primordial ao plano terapêutico, pois desencadeia, no paciente, uma independência e flexibilidade na alimentação, um sentimento de empoderamento em relação a doença e seu autocuidado, além de melhoras duradouras no controle glicêmico. A intervenção de educação terapêutica em grupos se mostrou equivalente ao programa individual, no entanto, o primeiro possui maior viabilidade. Todavia, pela ausência de um programa universal comum, é indicado que as intervenções educacionais sejam ajustadas ao contexto sociocultural do paciente. A literatura aponta que, nos pacientes submetidos ao programa, ocorreu decréscimo nos níveis médios de Hb1Ac (de 0,27% a 1,13%), maior regulação dos níveis glicêmicos e diminuição dos episódios graves de hipoglicemia.

Conclusões/Considerações finais

A intervenção educacional elucida o tratamento e proporciona maior adesão e eficiência no que tange ao plano terapêutico e regulação dos níveis glicêmicos em pacientes diabéticos, a curto e longo prazo.

Palavras-chave

insulinoterapia; educação em saúde no diabetes mellitus; plano educativo e diabetes mellitus.

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

Universidade Federal da Paraíba - Paraíba - Brasil

Autores

MATHEUS SILVA DUARTE DE OLIVEIRA, DANYELLE SOARES GOUVEIA DA SILVA, MARIA LUIZA SILVA NORMANDES, ANA LUIZA RABELO ROLIM