Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PROGRESSAO EPIDEMIOLOGICA DA SIFILIS NA REGIAO NORDESTE NA ULTIMA DECADA

Fundamentação/Introdução

Introdução/Fundamentos: A sífilis é um problema de saúde pública, que apresentou grande ascensão de casos até o ano de 2018 e traçou um caminho semelhante no primeiro semestre de 2019 no Brasil. O Nordeste (NE) apresenta quase 13% de todos os casos contabilizados em quase uma década no Brasil. A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e apresenta transmissibilidade congênita, por meio da amamentação e também por transfusões sanguíneas. A sífilis pode afetar qualquer pessoa em qualquer fase da vida, especialmente o desenvolvimento do concepto, causando natimortos, falhas na formação e abortos. Portanto, essa enfermidade merece ser sempre acompanhada e ter seus dados epidemiológicos atualizados.

Objetivos

Objetivos: Analisar os números referentes aos casos confirmados de sífilis no NE do Brasil no período de 2010 ao primeiro semestre de 2019.

Delineamento e Métodos

Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, feito a partir da extração de informações disponíveis no DATASUS, referente aos dados do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria e Vigilância em Saúde, acerca dos diagnósticos de sífilis no NE de 2010 a 2019.

Resultados

Resultados: Percebeu-se um exponencial crescimento no número de casos de sífilis no NE, mais de 7.301% de sífilis adquirida, 641% de sífilis gestacional e 285% de sífilis congênita, entre 2010 e 2018. No primeiro semestre de 2019, mais de 20 mil casos foram confirmados. Ainda, a incidência em gestantes foi cerca de 30% dos casos totais em 2018. É possível analisar que o grande aumento de casos se deu pelo crescimento do número de testes realizados de sífilis adquirida, de 0,7 para 46,9 a cada cem mil habitantes, de gestacional, de 2,3 para 18 a cada mil nascidos vivos, e congênita, de 2,4 para 9,6 a cada mil nascidos vivos menores de um ano, entre 2010 e 2018. Contudo, esse não é o único motivo, falta de informação sobre saúde sexual, vida sexual prolongada em idosos e práticas sexuais desprotegidas contribuem muito para esse expressivo crescimento.

Conclusões/Considerações finais

Conclusões/Considerações finais: O importante aumento do número de casos de sífilis no NE brasileiro mostra a necessidade da intensificação de medidas profiláticas da doença. Ainda, o uso da prevenção combinada contra ISTs deve ser estimulado. Além disso, novos estudos devem ser feitos para uma constante análise e rastreamento dos casos, a fim de gerir políticas para o enfrentamento dessa questão de saúde pública no país.

Palavras-chave

Palavras-chave: Sífilis; Epidemiologia; Infecções sexualmente transmissíveis; Saúde pública; Profilaxia.

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

Universidade de Pernambuco - Pernambuco - Brasil

Autores

MARCOS LORRAN PARANHOS LEAO, AMANDA CARLA CORRÊA VIANA, LUCAS GOULART MAGALHÃES, MARIANNE REGINA ARAÚJO SABINO