Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

UVEÍTE POSTERIOR SECUNDÁRIA A SÍFILIS: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A sífilis é classificada com uma doença sexualmente transmissível. A Sífilis pode afetar qualquer segmento ocular, entrando como diagnóstico diferencial de doenças inflamatórias/infecciosas primárias do olho. A uveíte posterior por sífilis (UPS) consiste na inflamação da úvea secundária à infecção sistêmica pelo Treponema pallidum. É uma doença de curso insidioso, estando associada às formas secundária, latente e terciária da sífilis. O tempo de início até o surgimento da uveíte é variável. Os indivíduos geralmente referem precedentes de lesões primárias da sífilis e subsequente surgimento de inflamação dos segmentos oculares.

Objetivos

Relatar o caso de indivíduo oligossintomático, diagnosticada com sífilis, após investigação de uveíte posterior.

Delineamento e Métodos

Realizado Relato de caso, mediante acesso aos registros clínicos de uma paciente, sendo diagnosticada com sífilis e uveíte posterior sifilítica.

Resultados

Indivíduo, sexo feminino, 20 anos, sem comorbidades, G1P1A0, com vida sexual ativa, apresentou dispareunia, dor em hipogástrio, redução de acuidade visual, edema e hiperemia ocular à esquerda há 02 meses. Após cerca de 1 mês do início de sintomatologia, sem melhora clínica, procurou novamente emergência. Foram solicitadas sorologias, VDRL sérico reagente (1/32), toxoplasmose IgG reagente, citomegalovírus IgG reagente, HIV não reagente. Foi realizada fundoscopia, com presença de lesão hipocromica subretiniana em região inferior no olho esquerdo, recebendo diagnóstico de uveíte posterior secundária a sífilis. Diante dos resultados laboratoriais, foi iniciada antibioticoterapia com penicilina cristalina por 14 dias. Evoluiu com melhora da acuidade visual e da hiperemia ocular, negava presença de corrimento vaginal, não apresentou leucocitose e piora da função renal, apresentando apenas aumento de PCR.

Conclusões/Considerações finais

O caso relatado ressalta a importância do diagnóstico correto e informar do diagnóstico precoce da uveíte secundária a sífilis.Apesar da sífilis ser uma doença reemergente em diversos continentes, a sífilis ocular é incomum. É prevalente na forma terciária e comumente está associada ao vírus HIV no adulto jovem. Pode atingir qualquer porção do olho, sendo a Uveíte posterior, associada à glaucoma, mais comum. A maioria das queixas compreende alteração de acuidade visual, hiperemia conjuntival e dor. O tratamento é baseado em penicilina benzatina por 14 dias ou penicilina cristalina, além de terapia tópica com corticóide e cicloplégicos.

Palavras-chave

Uveíte posterior, Sífilis, Treponema pallidum

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

Hospital Santo Amaro - Pernambuco - Brasil

Autores

LUISA VIOLET JATOBA ROMEIRA, Maria Cláudia Cavalcanti Silveira Bezerra, Luis Daniel Nóbrega Santos, João Batista Guerra Barretto Neto, Evandro Cabral de Brito