Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

SURTO DE DOENÇA MÃO-PÉ-BOCA EM ADULTOS JOVENS: UM RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

Introdução: A doença Mão-Pé-Boca é uma síndrome clínica benigna e autolimitada caracterizada por um enantema oral e erupção maculopapular ou vesicular das mãos e pés, podendo ocorrer em outros locais, é causada principalmente pelo coxsackievirus A16 ou Enterovírus 71, além de outros vírus Coxsackie A e B. Em 2018, o Ministério da Saúde do Brasil emitiu uma alerta para a doença devido a múltiplos surtos no país. A maioria dos casos ocorre em bebês e crianças, principalmente dos cinco aos sete anos, sendo considerado um dos exantemas virais mais reconhecíveis nessa faixa etária. Sua ocorrência é incomum em adultos.

Objetivos

OBJETIVO: Descrever a apresentação da Doença de Mão-Pé-Boca em adultos entre as idades de 21-28 anos residentes na cidade de Caicó/RN no período Junho de 2018.

Delineamento e Métodos

Relato de caso: Três pacientes do sexo feminino, 21, 22 e 24 anos e um masculino, de 28 anos, estudantes de uma mesma instituição de ensino, sem contato direto, previamente hígidos, apresentaram pródromo de mal-estar geral, disfagia, febre, discreto enantema em palato e mialgia por 2 dias. No terceiro dia, surgiu um intenso prurido associado a manchas eritematosas de 1 a 2cm nas palmas das mãos e, principalmente, nas plantas dos pés.

Resultados

A fase de prurido teve duração de 5 dias associada a intenso desconforto, além de manchas que evoluíram para vesículas e bolhas em região plantar, não mais pruriginosas, as quais descamaram sem intervenção externa. Em palmas, as manchas persistiram até por volta do 10º dia e progrediram para vesículas com descamação laminar posterior em dedos de luva, em menor intensidade que a região plantar. O quadro clínico teve duração total de 20 dias, sem sequelas evidentes. Destaca-se que o paciente masculino apresentou lesões também em dorso e um processo de descamação mais ativo nas áreas afetadas. A terapêutica prescrita foi sintomática, com uso de Loratadina 1mg/ml e anti-inflamatórios não esteroidais.

Conclusões/Considerações finais

Conclusão: Verifica-se que a Doença-Mão-Pé-Boca pode se estabelecer em adultos, apesar de raro, com variação na apresentação clínica entre os sexos, num quadro brando e contornável com medidas sintomáticas e de prevenção de contato, a ausência de contato direto evidencia a infectividade do vírus. Enfatiza-se o intenso prurido e a descamação laminar na fase final, ambos raros na apresentação em crianças. O reconhecimento do quadro em adultos evita o erro diagnóstico e o uso de terapêutica inadequada levando possíveis iatrogenias e gastos desnecessários.

Palavras-chave

Adulto; Coxsackievirus A16; Dermatovirose; Doença Mão-Pé-Boca.

Área

Infectologia

Instituições

EMCM/UFRN - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

HELOISA FREITAS DA CUNHA, Rita de Cássia Oliveira de Medeiros, Lucas Brito de Faria, Diego Henrique Brilhante de Medeiros, Diogenis Barbosa de Moura, Taciana Cabral de Melo