Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

ESOFAGITE EOSINOFÍLICA: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO CLÍNICO.

Fundamentação/Introdução

A esofagite eosinofílica (EEo) é uma doença inflamatória crônica de caráter imunológico antígeno-mediada, caracterizada pelo infiltrado de eosinófilos na mucosa esofágica.

Objetivos

Relatar caso de esofagite eosinofílica em escolar com histórico de disfagia e doença do refluxo gastroesofágico.

Delineamento e Métodos

Escolar, apresentando vômitos, dores retroesternal e abdominal recorrentes associadas à impactação alimentar. Evoluiu com o diagnóstico de anemia e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), mantendo o quadro de queixas digestivas, não respondendo satisfatoriamente aos inibidores de bomba de prótons (IBP) e apresentando queda do desenvolvimento pôndero-estatural. Exames complementares: anemia e eosinofilia; IgE total: 584 mg/dl; Prick test positivo (5mm) para leite, soja, ovos, milho, coco, amendoim, castanha, e camarão; Dosagens da transglutaminase tecidual IGG e IGA negativas; IGA, IGG, IGM normais. Iniciou exclusão dos alérgenos e sulfato ferroso, manteve os sintomas gastrointestinais e perda de peso. Solicitado endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia: esofagite eosinofílica proximal (42 eo/campo) e distal (95 eo/campo), duodenite e gastrite. Iniciado omeprazol, corticoterapia tópica com budesonida deglutida e dieta de exclusão. Após um ano realizou nova EDA com melhora macro e microscópica.

Resultados

Atualmente, o paciente continua em acompanhamento e evoluindo com ganho ponderal de peso e remissão dos sintomas clínicos.

Conclusões/Considerações finais

A EEo possui achados clínicos de disfunção esofágica (disfagia, impactação alimentar, dor torácica) e histológicos compatíveis com inflamação predominantemente eosinofílica. O diagnóstico é feito a partir do quadro clínico, sendo necessário excluir DRGE e EoE não responsiva a IBP, além de EDA com biópsia, na qual se identifica infiltrado eosinofílico no esôfago maior ou igual a 15 eo/campo de grande aumento. No caso, o paciente apresentava o componente alérgico, além de EDA com biópsia positiva para EoE, seguindo então o tratamento preconizado que consiste na utilização de IBP, corticosteróides tópicos deglutidos, além de dietas restritivas aos alérgenos. Dessa forma, é preciso lembrar que crianças e adolescentes com sintomas de refluxo gástrico não responsivos a IBP devem ser submetidas à EDA com biópsia. O diagnóstico precoce e tratamento específico permite melhor controle da doença e prevenção das complicações, melhorando o prognóstico.

Palavras-chave

Esofagite eosinofílica; pediatria; alérgenos.

Área

Alergologia

Instituições

Universidade Potiguar - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

CLARISSA AMARAL ABREU, Ana Clara Aragão Fernandes, Laura Janne Lima Aragão, Francisco Carlos Brilhante, Citara Trindade de Queiroz, Vitoria Ribeiro Dantas Marinho