Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

GRAVE LESÃO E PROPTOSE OCULAR EM OFTALMOPATIA DE GRAVES: RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

A Oftalmopatia de Graves (OG) abrange manifestações oculares de origem autoimune, geralmente bilateral, podendo preceder ou seguir o hipertireoidismo. A OG nas mulheres é 8 vezes mais frequente porém nos homens o acometimento é mais grave. A neuropatia óptica da tireoide, compressão do nervo óptico, ruptura da córnea indicam que a OG é ameaçadora à vista e requer tratamento imediato

Objetivos

Relatar caso de portador de Doença de Graves com Oftalmopatia de Graves que teve seu tratamento feito tardiamente resultando em lesão orbital e proptose ocular.

Delineamento e Métodos

O estudo foi realizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz de Recife através da comparação de dados clínicos e bibliográficos.

Resultados

Homem, 46 anos, tabagista há 14 anos, inicia em agosto/19 quadro de queimor e hiperemia ocular, associada a astenia e tremor, sendo conduzido como conjuntivite bacteriana, sem melhoras após tratamento. Havendo piora dos sintomas com aumento do edema, orbitopatia e queda do estado geral foi solicitado TSH e T4 e encaminhado a atenção primária. Em setembro/19 foi atendido com taquicardia, dificuldade para dormir, hiperatividade e distensão muscular. Iniciou-se tratamento com Propanolol e solicitou-se USG de tireoide, introduziu-se antitireoidiano e corticoide no serviço terciário. Em novembro/19 o paciente suspendeu, sem indicação médica, o tratamento por 1 mês, neste período relata abuso do uso do tabaco e perda de peso. Realizou tomografia computadorizada das órbitas que revelaram espessamento fusiforme de todos os ventres musculares da musculatura extrínseca orbitária, a superfície anterior do globo ocular distava cerca de 28 mm da linha interzigomática bilateralmente com compressão do nervo óptico bilateralmente pelo espessamento dos músculos em sua região posterior próximo ao ápice orbitário. Em janeiro/20 internou, em vigência da pulsoterapia, com diminuição da acuidade visual e no campo visual. Manteve-se 1x/semana a pulso com metilprednisona 500mg por 6 semanas, seguida de mais 6 semanas com 250mg. Recebe alta com melhora do quadro e ausência de sinais de doença em atividade.

Conclusões/Considerações finais

Foi demonstrado um caso em que a condução tardia ocasionou lesão oftalmológica, fazendo deste um importante relato não só sobre o manejo da doença de Graves como também sua forma oftalmológica e investigação diagnóstica.

Palavras-chave

Área

Clínica Médica Geral

Instituições

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - Pernambuco - Brasil

Autores

MARIANNA RACHEL NUNES MARQUES, TAíNA MONTINI ZAMPOLLI, NATHÁLIA CARVALHO PEIXOTO, CAROLINA MENEGUSSO XAVIER, KALIL LIMA JARDIM FERRAZ, DANIEL LINS GUEDES