Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

OBTENÇÃO DE UM MÉTODO ANTROPOMÉTRICO ESPECÍFICO E SENSÍVEL COMO PREDITOR DO RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM MULHERES RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE PETROLINA-PE

Fundamentação/Introdução

Introdução: A obesidade abdominal é um fator de risco cardiovascular, assumindo influência direta no desenvolvimento de diversas comorbidades, a exemplo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).

Objetivos

Objetivos: Obter um ponto de corte específico e sensível através de um dado antropométrico para auxiliar no rastreio da HAS em mulheres.

Delineamento e Métodos

Métodos: O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (CAAE 62537316.3.0000.5196). Trata-se de um estudo analítico com abordagem quantitativa envolvendo 91 mulheres residentes em Petrolina-PE. Foram realizadas medidas antropométricas (MA) de perímetro da cintura (PC) e do quadril, altura, peso, assim como, aferição da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), em 3 momentos diferentes. Teste de t de Student, regressão logística e correlação de Pearson foram realizadas para a análise dos dados, estabelecendo um valor de P<0,05 como significativo, utilizando-se os softwares STATVIEW 5.0 e MedCalc 19.1.7.

Resultados

Resultados: As voluntárias foram divididas em 2 grupos, não-obesas (G1) e obesas (G2), sendo o ponto de corte adotado o PC ≥ 88 cm. 62,6% das mulheres compuseram o G2. Ao comparar a relação do PC com a PAS e PAD, respectivamente, obteve-se média de 123,6 ± 2,5 mmHg e 85,7 ± 2,2 mmHg no G1 e 137,5 mmHg ± 2,5 mmHg e 96,8 ± 2,5 mmHg no G2, com p=0,00459. Análise de regressão logística demonstrou que o G2 tem risco 2,9 vezes maior de ter HAS do que o G1 (p=0,0086). Ainda, a relação cintura-estatura (RCE) apresentou área sob a curva de 0,707 (IC 95%: 0,602 a 0,798) apresentando, por meio da curva ROC, a melhor especificidade (74,1%; IC 95%: 60,3% a 85%) e sensibilidade (67,6%; IC 95%: 50,2% a 82%), p=0,0005, em predizer a HAS na população. Assim, foi estabelecido um ponto de corte para a população do estudo igual a 59 para RCE que pudesse estimar o risco de desenvolver HAS. Por fim, ao relacionar a RCE com os valores de PAS e PAD obteve-se uma relação direta e positiva com valores de “r” iguais a: 0,465 e 0,276, sendo p<0,0001.

Conclusões/Considerações finais

Conclusões: Assim percebe-se que a OA influencia diretamente na instalação da HAS, sobretudo quando avaliada através da RCE, sendo crucial no rastreio e no diagnóstico precoce na população do estudo. Portanto, a obtenção de parâmetros de baixo-custo e de simples avaliação, a exemplo do RCE torna-se necessário frente ao grande número de casos de HAS no Brasil.

Palavras-chave

Obesidade; Hipertensão Arterial Sistêmica; Diagnóstico; Mulheres.

Área

Cardiologia

Instituições

Universidade Federal do Vale do São Francisco - Bahia - Brasil, Universidade Federal do Vale do São Francisco - Pernambuco - Brasil

Autores

CRISTIAN RODRIGUES DO NASCIMENTO, Iury Matheus Lima Cavalcanti, Tiago Ferreira da Silva Araújo