Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

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Dados do Trabalho


Título

PNEUMONIA COMO APRESENTAÇÃO INICIAL DE ABSCESSO HEPÁTICO PIOGÊNICO SECUNDÁRIO À DIVERTICULITE POR IMPACTAÇÃO DE CORPO ESTRANHO COLÔNICO: UM RELATO DE CASO

Fundamentação/Introdução

O abscesso hepático piogênico é condição incomum que possui patogênese variável: disseminação direta de infecções biliares, hematogênica ou ainda por contiguidade. Sua apresentação clínica é diversa, incluindo manifestações inespecíficas ou atípicas, e possui importância devido à potencial morbimortalidade. Tão relevante quanto seu diagnóstico é a identificação da causa subjacente, pois pode modificar o tratamento e o prognóstico. A diverticulite como fonte de bacteremia via sistema venoso portal é importante causa, sobretudo nos indivíduos com idade superior a 50 anos, e a impactação de corpo estranho desencadeando o processo inflamatório se associa a maior risco de perfuração. Descrevemos o caso de paciente com abscesso hepático piogênico secundário à diverticulite por impactação de espinha de peixe, cuja apresentação foi de pneumonia.

Objetivos

Descrever caso de paciente com abscesso hepático de apresentação incomum ocasionado por diverticulite relacionada a corpo estranho. Ressaltar a variedade de apresentações da referida entidade clínica e a necessidade de diagnosticar e manejar corretamente a causa subjacente.

Delineamento e Métodos

Estudo observacional descritivo do tipo relato de caso.

Resultados

Homem, 65 anos, sem comorbidades, admitido no serviço de clínica médica de hospital terciário do Recife com tosse seca e febre há três dias. Exame físico normal. Radiografia de tórax mostrou infiltrado perihilar bilateral e exames laboratoriais evidenciaram leucocitose com desvio à esquerda, proteína C reativa (PCR) alta. Iniciados Ceftriaxona e Azitromicina para pneumonia comunitária. Contudo, paciente manteve febre e PCR alta ao sexto dia, embora com melhora da tosse. Não havia derrame pleural, mas ultrassonografia (USG) de abdome flagrou abscesso hepático de 6,5 x 5 cm em segmento VIII, e então foi associado Metronidazol ao Ceftriaxona. Tomografia computadorizada (TC) ratificou achado da USG e demonstrou consolidação em base pulmonar direita, diverticulose colônica, diverticulite aguda e corpo estranho em sigmóide. Submetido a drenagem de abscesso hepático guiada por USG, com material aspirado purulento. Realizou retossigmoidoscopia com retirada de espinha de peixe de 4 cm. Paciente cursou com melhora clínica e laboratorial, recebendo alta com Ciprofloxacino e Metronidazol, totalizando 6 semanas de antibioticoterapia.

Conclusões/Considerações finais

O caso relatado ilustra a necessidade de considerar uma fonte infecciosa subdiafragmática em paciente que se apresenta com quadro pneumônico sem resposta satisfatória ao tratamento.

Palavras-chave

Abscesso hepático. Diverticulite. Pneumonia. Corpo estranho.

Área

Gastroenterologia

Instituições

Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP) - Pernambuco - Brasil

Autores

SUELLEN LIDIA DA SILVA BARBOSA, Geyson Alves Marinho, Marcio Sanctos Costa, Filipe Correia Portella