Congresso Norte-Nordeste de Clínica Médica e Medicina de Urgência e Emergência

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ACOMPANHADOS NO AMBULATÓRIO DE VALVULOPATIAS DE UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA EM ASSISTÊNCIA TERCIÁRIA.

Fundamentação/Introdução

A doença cardíaca valvar representa uma das principais fontes de assistência médica e consumo de recursos em saúde. Apesar da elevada ocorrência de valvulopatia no Brasil, dados sobre sua real prevalência e perfil clínico ainda são escassos.

Objetivos

Analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes acompanhados em um ambulatório especializado de valvopatias.

Delineamento e Métodos

Pesquisa descritiva com desenho de estudo transversal, retrospectivo e observacional envolvendo 224 pacientes portadores de doença valvar, ou cardiopatias congênitas, que foram acompanhados no ambulatório de Valvulopatias no setor de Cardiologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), serviço de referência em assistência terciária, entre os anos de 2012 a 2019 em Natal/RN. As variáveis coletadas foram: Idade; Gênero; Tipo de disfunção valvar (insuficiência aórtica, mitral ou tricúspide, estenose aórtica, mitral ou tricúspide, dupla lesão aórtica ou mitral) ou doenças congênitas. A partir disso, foi definida a etiologia para as valvulopatias: disfunção valvar primária (reumática, degenerativa, pós infecciosa, prolapso mitral ou congênita - válvula aórtica bicúspide e estenose pulmonar - ) ou secundária (isquêmica, ectasia aórtica, miocardiopatia dilatada, miocardiopatia hipertrófica e rotura de cordoalha) e a presença de comorbidades (Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS - , Insuficiência Cardíaca, Insuficiência Coronariana e Fibrilação Atrial). Por fim, foi investigado o tipo de tratamento: clínico ou intervencionista; para os pacientes com valvopatia: tipo de intervenção (percutânea ou cirúrgica); para os pacientes com valvopatia e intervenção do tipo cirúrgica foi especificada a presença e o tipo de prótese valvar (biológica ou metálica).

Resultados

O perfil epidemiológico aponta uma maior frequência de pacientes do sexo feminino (59,37%) e entre 41 e 60 anos (74,56%). A lesão valvar primária (reumática, congênita, pós infecciosa, prolapso mitral e degenerativa) foi responsável por 84,11% dos casos, com predominância da etiologia reumática, e a disfunção valvar secundária por 15,89%. A doença associada mais presente foi a HAS (40,17%). O tratamento intervencionista (55,80%) prevaleceu sobre o clínico (44,20%), com destaque para o tipo cirúrgico (86,40%).

Conclusões/Considerações finais

Predominaram pacientes do sexo feminino, de 41 a 60 anos, de etiologia reumática em tratamento intervencionista do tipo cirúrgico e tendo a hipertensão arterial sistêmica como comorbidade mais comum.

Palavras-chave

Valvulopatia
Febre reumática

Área

Cardiologia

Instituições

Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Rio Grande do Norte - Brasil

Autores

MARIANA DE OLIVEIRA COSTA, Juliana Oliveira Costa, Guilherme Medeiros de Oliveira Pinto, Júlia Dutra Soares, Marina Mendes Cavalcanti, Isabella Sacilotto Villar de Freitas